sexta-feira, 29 de julho de 2011

Psicologia e Cinema.

SINOPSE


Ryan Bingham (George Clooney) tem por função demitir pessoas. Por estar acostumado com o desespero e a angústia alheios, ele mesmo se tornou uma pessoa fria. Além disto, Ryan adora seu trabalho. Ele sempre usa um terno e carrega uma maleta, viajando para diversos cantos do país. Até que seu chefe contrata a arrogante Natalie Keener (Anna Kendrick), que desenvolveu um sistema de videoconferência onde as pessoas poderão ser demitidas sem que seja necessário deixar o escritório. Este sistema, caso seja implementado, põe em risco o emprego de Ryan. Ele passa então a tentar convencê-la do erro que é sua implementação, viajando com Anna para mostrar a realidade de seu trabalho.



ASSUNTO

Relações afetivas, conflitos, relações humanas.

“Amor sem Escalas” traz uma análise profunda dos medos envolvendo relacionamentos em geral. Esse medo envolve tanto a angústia de estar preso a algo que não funciona bem, como também o medo de estar sozinho, e tentando evitar um se encontra o outro, e vice versa.

Os temas família, realização profissional, força para enfrentar adversidades se aprofundam de forma surpreendente, nos mostrando que o personagem de Clooney não é um charlatão, e que aquilo é bem mais humano do que uma maquina realizar a tarefa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Hoje é dia de falarmos de Hipnose

Programação Neuro-Linguística


Richard Bandler e John Grinder desenvolveram esse conjunto de
teorias e técnicas baseados na observação detalhada do trabalho de
três terapeutas que conseguiam resultados impressionantes. São eles:

Fritz Perls, o inventor da terapia Gestalt; Virginia Satyr, terapeuta
familiar de renome; e especialmente Milton Erickson, que a esse ponto
já dispensa apresentações. Esses expoentes da terapia faziam o que
parecia ser feitiçaria, e foram estudados em detalhes todos os aspectos
das suas práticas para que elementos pudessem ser apreendidos e
praticados por outras pessoas. Esses elementos incluíam suas
estratégias de comunicação verbal e não-verbal e refinamentos do
carisma individual de cada um. A partir desses dados Bandler e Grinder
desenvolveram a sistematização de uma técnica de comunicação que
visava extrapolar mesmo o ambiente terapêutico e otimizar as relações
interpessoais em outros setores.

A Programação Neuro-Linguística (PNL) vem se mostrando uma
disciplina efetiva e o tempo dedicado ao seu estudo e prática me foi
muito proveitoso.

Abaixo relaciono alguns dos princípios e técnicas da PNL, com
breves explicações. É claro que há sutilezas e refinamentos associados
a todos os tópicos da PNL que extrapolam os objetivos deste texto.

Porém toda informação que se consegue aprender pode vir a ser útil ou
servir de base para pesquisas futuras.

Sistemas Representacionais: segundo a PNL, toda comunicação vai
ser representada dentro da mente utilizando idéias relacionadas aos
sentidos. Os principais seriam o visual, o auditivo e o cinestésico. Em
cada pessoa, entretanto, a utilização de um dos sistemas seria
predominante. Embora os três funcionem ao mesmo tempo, um deles
seria constantemente predominante em determinada pessoa. Dessa
forma, a população seria também dividida em visual, auditiva ou
cinestésica, conforme o sistema representativo mais utilizado.Os

auditivos seriam minoria, limitando-se a alguns músicos ou outras
pessoas para as quais os sons fossem a principal fonte de informações

a respeito do ambiente. Os cinestésicos seriam pessoas que prestariam
especial atenção aos estímulos que podem ser percebidos pela pele,
como a pressão, a textura e a temperatura. Por definição seriam
pessoas mais relaxadas e de gestos mais lentos, “bonachões”,
valorizando o conforto e o contato físico. Os visuais, na outra ponta,
seriam dinâmicos e propensos à ansiedade, de movimentos rápidos e
interessados na praticidade, formas, cores e design. A maior porção da
população hoje seria predominantemente visual.

Essa divisão propõe-se a ser útil porque de antemão já se sabe a
quais características de um objeto ou situação uma certa pessoa vai
responder melhor. Para vender um carro a uma pessoa cinestésica,
você deverá saber que o conforto poderá despertar seu interesse,
enquanto uma pessoa visual estará mais interessada na aparência,
praticidade e desempenho. Da mesma forma a argumentação a que ele
vai responder: “Acompanhe o meu ponto de vista”, “Sinta a situação”,
“Ouça o que eu digo” e assim por diante.

Em terapia, muitos mecanismos de processos patológicos, como as
fobias, estariam associados ao sistema representacional onde o
estímulo é verificado, e abordar este processamento é uma estratégia
para a solução.

Pistas Oculares: as diferentes regiões do cérebro tem funções
também diversas. Bandler e Grinder perceberam que a ativação de
certas regiões correspondia a um certo movimento dos olhos,
automático, como um reflexo que mostrasse que esta determinada
região está sendo solicitada. Este movimento seria constante para o
indivíduo, e na população em geral a maioria esmagadora seguiria o
esquema que se segue:

1 Olhar para a esquerda e para cima: evocando imagens da
memória, como em quem está lembrando algo.

2 Olhar para a direita e para cima: imaginando uma cena, como em
quem está planejando ou inventando.

3 Olhar para a esquerda e para baixo: conversando consigo mesmo,
ponderando.

4 Olhar para a direita e para baixo: experimentando uma sensação.

As outras posições do olhar também são significativas, mas não tão
fáceis de perceber e correlacionar.

Essas informações são extremamente úteis para perceber o que

está ocorrendo com o interlocutor, e suas aplicações variadas. Além de
perceber, pode-se influenciar o processamento de informações pelo
interlocutor, ao dispor a comunicação no espaço com gestos e olhares
que atraiam o olhar da outra pessoa para certas direções, resultando na
ativação seletiva do cérebro. Se você pedir a alguém que descreva a
aparência da sua casa, essa pessoa possivelmente vai olhar para cima
e para a esquerda. E se você desejar apresentar um projeto ou uma
idéia, o aproveitamento será melhor se você atrair o olhar do
interlocutor para a direita (dele) e para cima enquanto fala. Isso desde
que você tenha verificado de antemão como é o funcionamento dessa
pessoa em especial com relação às pistas oculares e sistemas
representacionais.

Espelhamento: no estabelecimento espontâneo de rapport verificase
que as pessoas agem em espelho, isto é, respondem aos atos do
interlocutor imitando inconscientemente seus gestos. Se são amigos
em um bar, por exemplo, bebem quase ao mesmo tempo, e quando um
troca de posição há tendência do outro acompanhá-lo. Esse fenômeno
pode ser provocado intencionalmente, induzindo rapport e aumentando
a efetividade da comunicação. Podem ser espelhados a posição do
corpo, a respiração, o ato de piscar e ainda outros. Esta técnica pode
ser utilizada para otimizar a comunicação ou mesmo induzir transe.

Também podem ser espelhadas as idéias, ou incorporadas ao
próprio vocabulário palavras utilizadas pelo outro. Sempre se
acompanha alguém inicialmente para então poder criar afinidade e
influenciá-lo.

É importante ter em vista que o rapport é uma via de duas mãos, e
ao ocorrer é sempre genuíno. É um fenômeno complexo e inconsciente,
sendo composto por mais itens do que se poderia controlar
intencionalmente. Afeta-se e se é afetado, sempre. Algo como dançar.

Ancoragem: âncoras podem ser entendidas como gatilhos para
desencadear respostas condicionadas. Um estado emocional pode ser
evocado quando nos deparamos com algum item associado à situação
específica. Sentir um perfume semelhante ao da namorada que o
abandonou há anos poderia fazê-lo experimentar uma angústia
profunda, mesmo que você não se desse conta do odor em questão.

Ou talvez você nem lembrasse dela, mas ficasse tristonho “sem
motivo”. E da mesma forma todos nós temos lembranças que estão
associadas a itens aparentemente sem relação, mas que estavam presentes no episódio original e que podem evocar essa lembrança ou


uma resposta inconsciente semelhante.

Em PNL é praticado este condicionamento intencionalmente. Ao se
perceber um estado emocional que pode ser aproveitado, como
atenção, ou alegria, ou disposição para o trabalho, este estado pode
ser associado a algum estímulo e posteriormente desencadeado com
algum sucesso pela repetição deste estímulo. Exemplifico: quando um
paciente estiver falando sobre sua mãe, o terapeuta pode assumir uma
postura específica. Mais tarde, ao reassumir essa postura é possível
que o paciente volte a falar sobre sua mãe, ou pense nela, ou
apresente certos sinais referentes àquela situação, como a expressão
facial ou os olhos marejados, se for o caso.

Qualquer estímulo pode ser uma âncora: toques posturas, tom de
voz, certas palavras, atos específicos, luminosidade ambiente, músicas,
tudo.

As âncoras vão funcionar excepcionalmente bem quando o estado
ancorado for um estado alterado de consciência, mas pela repetição
pode-se produzir muitos condicionamentos mesmo em vigília e de
atitudes banais.

Outras tantas vezes os problemas das pessoas são exatamente
seus condicionamentos, que devem ser expostos e eliminados, levando
a pessoa a ser fluida e poder apresentar comportamentos novos.

Especialmente na vida familiar, ocorrem dinâmicas ruins, que se
repetem inevitavelmente, empobrecendo as relações e trazendo
sofrimento.

Metamodelo: é um refinamento da linguística pelo qual se percebe
no discurso do paciente as suas limitações de percepção do mundo e
das situações, e que oferece recursos para confrontá-lo com elas,
levando-o a construir em sua consciência um novo modelo mais rico
que o anterior e que ofereça maior variedade de respostas possíveis.

Através de perguntas específicas busca-se completar as sentenças
que o paciente profere e nas quais ele inconscientemente omite itens.
Simplesmente porque não os percebe, porque são inconscientes para
ele.

É um estudo realmente fascinante, exposto em um livro que merece
citação, A Estrutura da Magia, de 1975, por Bandler e Grinder.

Linguagem hipnótica: em PNL são estudados recursos para utilizar a
linguagem como forma de eliciar respostas. Tais técnicas são derivadas
especialmente da observação do trabalho de Milton Erickson. Vários

pequenos requintes na comunicação aumentam a eficiência global do
discurso. As frases podem ser entremeadas por conjunções,
associando a veracidade de uma à outra. Frases que exprimam
verdades de verificação simples são encadeadas, predispondo o
ouvinte a aceitar a próxima (“yes set”). Trabalhar com pressupostos.

Dar a ilusão de escolha. Usar citações. Sugerir indiretamente. Sugerir
diretamente quando oportuno. Criar potencial de resposta, ao deixar o
interlocutor curioso.

O mais importante: saber que se a resposta obtida não foi a
desejada, é porque a comunicação foi inadequada e uma estratégia
diferente deve ser experimentada.

Ressignificação: ao mudar o contexto de um sintoma ou
comportamento, ele pode não desaparecer, mas pode muito bem deixar
de ser um problema. Ressignificar pode esgotar o conteúdo emocional
de uma situação e acabar com a fixação patológica da atenção. Ser
capaz de observar as coisas por diversos ângulos permite ver
possibilidades onde havia perdas, e defeitos como qualidades em
ocasiões propícias.

Na semana que vem falaremos sobre "Terapia de Vidas Passadas"

quarta-feira, 27 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Vamos falar sobre Personalidades

Wilhelm Reich
2ª parte

Bioenergia


Em seu trabalho sobre Couraça Muscular, Reich descobriu que a perda da rigidez crônica dos músculos resultava freqüentemente em sensações físicas particulares, em sentimentos de calor e frio, formigamento, coceira e uma espécie de despertar emocional. Ele concluiu que essas sensações eram devidas a movimentos de uma energia vegetativa ou biológica liberada.

Reich também descobriu que a mobilização e a descarga de bioenergia são estágios essenciais no processo de excitação sexual e orgasmo. Ele chamou a isto de Fórmula do Orgasmo, um processo de quatro partes o qual Reich julgava ser característico de todos os organismos vivos.

- Tensão Mecânica

- Carga Bioenergética

- Descarga Bioenergética

- Relaxamento Mecânico

Depois do contato físico, a energia se acumula em ambos os corpos e, por fim, é descarregada no orgasmo, o qual se constitui essencialmente num fenômeno de descarga da bioenergia. O ato sexual teria a seguinte seqüência:

1. Órgãos sexuais se entumecem de fluido - tensão mecânica

2. Resulta uma intensa excitação - carga bioenergética.

3. Excitação sexual descarregada em contrações musculares - descarga bioenergética.

4. Segue-se um relaxamento físico - relaxamento mecânico


Energia Orgônica


Aos poucos Reich estendeu seu interesse pelo funcionamento físico dos pacientes à pesquisa de laboratório em Fisiologia e Biologia e, finalmente dedicou-se à pesquisa em Física. Ele chegou a acreditar que a bioenergia no organismo individual não é nada mais do que um aspecto de uma energia universal, presente em todas as coisas. Ele derivou o termo energia "orgônica" a partir de organismo e orgasmo. Dizia que a Energia Orgônica cósmica funciona no organismo vivo como energia biológica específica. Assim sendo, governa o organismo total e se expressa nas emoções e nos movimentos puramente biofísicos dos órgãos.

A extensiva pesquisa de Reich sobre Energia Orgônica e tópicos relacionados à ela foi ignorada ou repudiada pela maioria dos cientistas. Seus achados contradizem muitos axiomas e teorias estabelecidos pela Física e Biologia, e é certo que o trabalho de Reich não deixa de ter falhas experimentais. Entretanto, sua pesquisa nunca foi rejeitada ou mesmo revista com cuidado e seriamente criticada por qualquer crítico científico respeitável.

Desde que Reich anunciou a descoberta da Energia Orgônica até hoje, nenhuma repetição bem intencionada de qualquer experimento crítico em Energia Orgônica foi divulgada, confirmando ou refutando seus resultados. Apesar do ridículo, da difamação e das tentativas de se repudiar Reich e sua orgonomia, não existe nenhuma contra-evidência de seus experimentos em qualquer publicação científica, muito menos uma refutação sistemática dos trabalhos científico que sustentam sua posição.

Segundo Reich, a Energia Orgônica teria as seguintes propriedades principais:

1. A Energia Orgônica é livre de massa; não tem inércia nem peso.

2. Está presente em qualquer parte, embora em concentrações diferentes, até mesmo num vácuo.

3. É o meio para a atividade eletromagnética e gravitacional, o substrato da maioria dos fenômenos naturais básicos.

4. A Energia Orgônica está em constante movimento e pode ser observada sob condições apropriadas.

5. Altas concentrações de Energia Orgônica atraem a Energia Orgônica de ambientes menos concentrados (o que contradiz a lei da entropia).

6. A Energia Orgônica forma unidades que se tornam o centro da atividade criativa. Estas incluem células, plantas e animais, e também nuvens, planetas, estrelas e galáxias.


Crescimento Psicológico


Reich definiu crescimento como o processo de dissolução da nossa couraça psicológica e física, tornando-nos, gradualmente, seres humanos mais livres, abertos e capazes de gozar um orgasmo pleno e satisfatório.

Reich achava que a couraça muscular está organizada em sete principais segmentos de armadura, que são compostos de músculos e órgãos com funções expressivas relacionadas. Estes segmentos formam uma série de sete anéis mais ou menos horizontais, em ângulos retos com a espinha e o torso. Os principais segmentos da couraça estão centrados nos olhos, boca, pescoço, tórax, diafragma, abdome e pelve.

De acordo com Reich, a Energia Orgônica flui naturalmente por todo o corpo, de cima a baixo, paralela à espinha. Os anéis da couraça formam-se em ângulo reto com este fluxo e operam para rompê-lo. Reich afirma que não é por acaso que na cultura ocidental aprendemos a dizer sim movendo a cabeça para cima e para baixo, na direção do fluxo de energia do corpo, enquanto que aprendemos a dizer não movendo a cabeça de um lado para o outro, na direção transversa da couraça.

A couraça serve para restringir tanto o livre fluxo de energia como a livre expressão de emoções do indivíduo. O que começa inicialmente como defesa contra sentimentos de tensão e ansiedade excessivos, torna-se uma camisa-de-força física e emocional. No organismo humano encouraçado, a Energia Orgônica é presa nos espasmos musculares crônicos.

Após a perda de um anel da couraça, o orgon do corpo não começa de imediato a correr livremente. Logo que os primeiros blocos da couraça são dissolvidos, nós descobrimos que, com os fluxos e as sensações orgônicas, a expressão do "dar" se desenvolve cada vez mais. Entretanto, couraças ainda existentes evitam seu desenvolvimento total.

A terapia reichiana consiste em dissolver cada segmento da couraça, começando pelos olhos e terminando na pelves. Cada segmento é uma unidade mais ou menos independente com a qual se precisa lidar separadamente.

Três instrumentos principais são usados para dissolver a couraça:

1. Armazenamento de energia no corpo por meio de respiração profunda;

2. Ataque direto dos músculos cronicamente tensos (por meio de pressão, beliscões e assim por diante) a fim de soltá-los;

3. Manutenção da cooperação do paciente lidando abertamente com quaisquer resistências ou restrições que emergem.


Os olhos


A couraça dos olhos é expressa por uma imobilidade da testa e uma expressão "vazia" dos olhos, que nos vêem por detrás de uma rígida máscara. A couraça é dissolvida fazendo-se com que os pacientes abram bem seus olhos, como se estivessem com medo, a fim de mobilizar as pálpebras e a testa, forçando uma expressão emocional e encorajando o movimento livre dos olhos, fazer movimentos circulares com os olhos e olhar de lado a lado.


A Boca

O segmento oral inclui os músculos do queixo, garganta e a parte de trás da cabeça. O maxilar pode ser excessivamente preso ou frouxo de forma antinatural. As expressões emocionais relativas ao ato de chorar, morder com raiva, gritar, sugar e fazer caretas são todas inibidas por este segmento. A couraça pode ser solta encorajando-se o paciente a imitar o choro, a produzir sons que mobilizem os lábios, a morder e a vomitar e pelo trabalho direto com os músculos envolvidos.


O Pescoço

Este segmento inclui os músculos profundos do pescoço e também a língua. A couraça funciona principalmente para segurar a raiva ou o choro. Pressão direta sobre os músculos profundos do pescoço não é possível, portanto, gritar, berrar e vomitar são meios importantes para soltar este segmento.


O Tórax

Este segmento inclui os músculos longos do tórax, os músculos dos ombros e da omoplata, toda a caixa torácica, as mãos e os braços. Ele serve para inibir o riso, a raiva, a tristeza e o desejo. A inibição da respiração, que é um meio importante de suprimir toda emoção, ocorre em grande parte no tórax. A couraça pode ser solta através do trabalho com respiração, especialmente o desenvolvimento da expiração completa. Os braços e as mãos são dos para bater, rasgar, sufocar, triturar e entrar em contato com o desejo.


O Diafragma

Este segmento inclui o diafragma, estômago, plexo solar, vários órgãos internos e músculos ao longo das vértebras torácicas baixas. A couraça é expressa por uma curvatura da espinha para frente, de modo que há um espaço considerável entre a parte de baixo das costas do paciente e o colchão. É muito mais difícil expirar do que inspirar. A couraça inibe principalmente a raiva extremada. Os quatro primeiros segmentos devem estar mais ou menos livres antes que o diafragma possa ser solto através do trabalho repetido com respiração e reflexo do vômito (pessoas com bloqueio intenso neste segmento acham virtualmente impossível vomitar).


O Abdomen


O segmento abdominal inclui os músculos abdominais longos e os músculos das costas. Tensão nos músculos lombares está ligada ao medo de ataque. A couraça nos flancos de uma pessoa produz instabilidade e relaciona-se com a inibição do rancor. A dissolução da couraça, neste segmento, é relativamente simples, desde que os segmentos mais altos estejam abertos.


A Pelve

Este segmento contém todos os músculos da pelve e membros inferiores. Quanto mais intensa a couraça, mais a pelve é puxada para trás e saliente nesta parte. Os músculos glúteos são tesos e doloridos, a pelve é rígida, "morta" e assexual. A couraça pélvica serve para inibir a ansiedade e a raiva, bem como o prazer.


A ansiedade e a raiva resultam das inibições das sensações de prazer sexual, e é impossível experienciar livremente o prazer nesta área até que a raiva tenha sido liberada dos músculos pélvicos. A couraça pode ser solta primeiramente mobilizando a pelve e fazendo com que o paciente chute os pés repetidas vezes e também bata no colchão com sua pelve.

Reich descobriu que à medida que seus pacientes começavam a desenvolver capacidade para plena entrega genital, toda sua existência e estilo de vida mudavam basicamente. Achava Reich que a unificação do reflexo do orgasmo também restaurava as sensações de profundidade e seriedade. Os pacientes lembram-se do tempo da sua primeira infância, quando a unidade de suas sensações corporais não estava perturbada.

Tomados de emoção, falam do tempo em que, crianças, sentiam-se identificados com a natureza e com tudo que os rodeava, do tempo em que se sentiam "vivos" e como finalmente tudo isto fora despedaçado e esmagado pela educação.

Estes indivíduos começavam a sentir que a rígida moralidade da sociedade, que anteriormente reconheciam como certa, era uma coisa estranha e antinatural. Atitudes em relação ao trabalho também mudavam de forma nítida.

Aqueles que faziam seu trabalho como uma necessidade mecânica, via de regra largavam seus empregos para procurar um trabalho novo e vital que preenchesse suas necessidades e desejos interiores. Aqueles que já estavam interessados em sua profissão, muitas vezes desabrochavam com energia, interesses e habilidades novas.

Obstáculos ao Crescimento Couraça


A Couraça é o maior obstáculo ao crescimento segundo Reich. O indivíduo encouraçado seria incapaz de dissolver sua couraça e, portanto, seria incapaz de expressar as emoções biológicas primitivas. Ele conhece a sensação de agrado mas não aquela de prazer orgônico. Ele não pode emitir um suspiro de prazer e, se tentar, irá produzir um gemido, um berro reprimido ou um impulso para vomitar. Ele é incapaz de deixar sair um grito de raiva ou imitar um punho atingindo o colchão com raiva.

Reich sentiu que o processo de encouraçamento havia criado duas tradições intelectuais distorcidas, as quais formaram a base da civilização: a religião mística e a ciência mecanicista. Os mecanicistas são tão bem encouraçados que não têm idéia real de seus próprios processos de vida ou de sua natureza interna. Eles têm um medo básico de emoções profundas, vivacidade e espontaneidade. Eles tendem a desenvolver um conceito rígido e mecânico da natureza e estão primariamente interessados nos objetos externos e nas ciências naturais.

Comentando sua idéia, achava que pelo fato de uma máquina ter que ser perfeita, por conseguinte, o pensamento e as ações do homem da ciência também teriam que ser perfeitos. Perfeccionismo é uma característica essencial do pensamento mecanicista. Ele não tolera erros e incertezas, e as situações de mudança são inoportunas. Mas este princípio, quando aplicado a processos da natureza, inevitavelmente conduz à confusão, pois a natureza não opera mecanicamente, mas funcionalmente.

Os místicos não desenvolveram sua couraça tão completamente. Eles permanecem, em parte, em contato com sua própria energia vital, e são capazes de grande compreensão interna (insight) por causa deste contato parcial com sua intimidade. Entretanto, Reich via essa compreensão interna (insight) como distorcida, uma vez que os místicos tendem a se tornar ascéticos e anti-sexuais, a rejeitar sua própria natureza física e a perder o contato com seus corpos. Eles repudiam a origem da força vital em seus próprios corpos e localizam-na numa alma hipotética, que eles sentem ter apenas uma tênue conexão com o corpo.

Sobre os místicos, achava Reich que no rompimento da unidade de sentimento do corpo pela supressão sexual e no contínuo anseio de restabelecer contato consigo mesmo e com o mundo, encontra-se a raiz de todas as religiões negadoras do sexo. Deus seria a idéia mistificada da harmonia vegetativa entre o eu e a natureza.

Na última parte falaremos sobre Repressão Sexual...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Psicologia e Filosofia em Nietzsche

O ser humano é possivelmente a única entidade capaz de refletir sobre si. Esta reflexão, no entanto, não se dá sempre da mesma forma, quer dizer, sob o mesmo prisma (como um caleidoscópio que nos fornece imagens e cores diferentes do mesmo cristal). O conjunto ordenado das diversas formas como podemos refletir sobre nós mesmos, forma a área de conhecimento humano que chamamos de Ciências Humanas. Assim, para refletir sobre o que somos e o que realizamos, usamos vários enfoques, várias formas de “olhar” o mesmo objeto de estudo, neste caso, o homem. A filosofia é uma disciplina das Ciências Humanas. Existem outras disciplinas que estudam o ser humano, como por exemplo, a sociologia, a história, a antropologia, a ciência política. Embora a psicologia esteja agregada à área das Ciências da Saúde, por tratar do homem ela não deixa também de ser uma “ciência humana”. Mas a filosofia e a psicologia são disciplinas construídas sobre princípios diferentes para “olharmos” a nós mesmos. A filosofia empresta conceitos à psicologia. A psicologia é uma ciência moderna enquanto a filosofia é uma ciência milenar. Por outro lado, a psicologia pode obrigar a filosofia a particularizar e relativizar aforismos universais, resgatando a subjetividade criativa de cada mente humana e o reconhecimento de que cada consciência é uma consciência particular da realidade que a cerca. No início a psicologia pretende verificar a correlação empírica dos vários tipos de pensamento ou sentimento com condições definidas do cérebro, partindo do princípio de que mentes são individuais e finitas. Sempre parece mais adequado a uma nova ciência seguir métodos de experimentação empírica, repetição e seleção de eventos pesquisados, neutralidade e objetividade, que são premissas das ciências naturais e biológicas. Depois, o progresso científico e industrial verificados nos séculos XIX e XX indicava que longe das especulações metafísicas da filosofia o pensamento e os sentimentos humanos seriam mais bem compreendidos se seguisse os mesmos métodos laboratoriais das demais ciências naturais – afinal o ser humano não deixa de ser um ser natural. Mas estaria a psicologia e os psicólogos aptos a entenderem o comportamento humano e a consciência em suas várias formas? Está afinal a psicologia capaz de compreender os outros seres humanos? É óbvio que o conhecimento sempre anda próximo do poder. A adequação da psicologia à área de conhecimento das ciências naturais – mais propriamente da saúde -, pode ser cativa da lógica técnico-científica de mercado. Neste sentido a eficiência da psicologia deve se prender a predizer e controlar as ações humanas, como um braço perverso da política e poder do Estado moderno (Michel Foucault)? ** O exemplo do Eterno Retorno de Nietzsche, resumidamente pode ser entendido assim: num espaço finito de forças infinitas, as coisas se repetem. Deixando a explicação científica dessa possibilidade de lado – pois verdadeiramente não é essa a questão mais importante para a teoria psicológica e filosofia psicanalítica -, o fato é que se por um momento imaginar essa possibilidade de que haverá um retorno de mim mesmo – pelo menos nada tão “insuspeito” quanto a ressurreição! -, a premissa mais verdadeira e ética é que eu deseje voltar, quer dizer, que eu tenha prazer em voltar. Então, não devo “viver cada momento como se fosse o último”, mas “viver cada momento de forma que o deseje viver novamente”! Se a melhor vida é a vida que desejo que seja “eterna”, preciso ser feliz a meu modo, primeiro, porque simplesmente não faz sentido viver a vida dos outros e pelos outros se não a vivo por mim mesmo e para gozar plenamente de sua alegria – porque desejaria ser escravo eternamente?; segundo, porque obviamente não vou querer retornar repetindo as mesmas ansiedades, angústias e dores de hoje, onde nada haveria a acrescentar, a progredir. A vida é minha, o retorno na eternidade é meu, e o desejo lógica e racionalmente para capturar plenamente as potencialidades de ser feliz como eu sou, da forma como sou! É neste sentido que Nietzsche vai opor a ação à reação – tipos de forças, a afirmação à negação – qualidades de forças, condenando o niilismo a serviço de todas as formas de condenação e danação da vida – a religião, o poder, o ascetismo. E o que força o ser humano a essa “fraqueza” de atitude, a essa “degenerescência” da vontade”? Basicamente o ressentimento e o remorso. Agora a filosofia metafísica se corporifica e se apresenta real: trata-se de categorias psicológicas incrustadas na consciência pela moral milenar (de Sócrates a Hegel). O ressentimento enfraquece o homem tanto quanto a preocupação é identificar o outro como culpado; o remorso deprime o homem quando a preocupação é me condenar pelo erro ou “pecado”. Ambos, ressentimento e remorso colocam nos ombros do homem um fardo que não suporta carregar, principalmente porque não precisa carregar. A vida agora lhe parece sem sentido e quanto mais sua ansiedade e angústia o condenam mais e mais a vida lhe é fugidia - nega-se o indivíduo como potencialidade de vir a ser no devir.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Psicologia e Cinema.

SINOPSE


Encontro de Casais' conta a história de quatro casais que vão passar uma temporada num resort tropical e acabam se deparando com problemas nos relacionamentos, desde os mais complicados aos mais inusitados. Enquanto um dos casais está ali para realmente encontrar uma solução no casamento, os outros percebem que participar das sessões de terapia oferecidas não são exatamente uma opção no pacote.

 
 
 
 
 
ASSUNTO

Relacionamento casal



O filme retrata a crise conjugal e a busca de solução através de um programa terapêutico. Ainda que tenha alguns diálogos capazes de despertar alguma reflexão, a maior parte da crítica salienta que o tema em si foi pouco explorado. Ademais, temos então o casal de certinhos, os bem-resolvidos, os mal-resolvidos e o amigo recém-separado que leva para a viagem a namorada jovenzinha e irritante que acabou de conhecer. Algumas das melhores cenas do filme surgem justamente durante as sessões particulares dos casais com os terapeutas. Ali os atores tem espaço para pontuarem as diferenças e caracterizarem seus personagens.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Hoje é dia de falarmos de Hipnose


ANÁLOGOS DA HIPNOSE

Nesta sessão cito e dou informações básicas, noções, sobre
outras abordagens da consciência, algumas desenvolvidas a partir da hipnose, como a Programação Neuro-Linguística, e outras que, embora seus defensores e praticantes neguem a relação, lidam com a mesma matéria, como a Dianética.

Elementos, conceitos, ou eventualmente técnicas pertencentes a
estas disciplinas são freqüentemente empregados com sucesso na arte de estimular o desenvolvimento do paciente.

Sob muitos nomes são apresentadas teorias como se fossem
novidades científicas quando na verdade são apenas aspectos
conhecidos e praticados da velha e boa hipnose. Talvez seus autores
busquem o mérito por desenvolver algo original, ou apenas desejem
afastar suas práticas dos muitos estigmas e idéias errôneas
preconcebidas a cerca da hipnose. De qualquer forma, as boas idéias e contribuições são sempre bem-vindas.


Sofrologia, Programação Autógena, Medicina Comportamental e
mesmo alguns que se intitulam “Ericksonianos” tentam reduzir o
hipnólogo a alguém que se limita a dizer ao paciente para olhar para a luz e dormir. Nada mais longe da verdade. Quão vasto o arsenal
terapêutico do hipnólogo! Que honra dar continuidade ao caminho
apontado por Mesmer!

O fenômeno hipnótico é desconcertante e as suas implicações
freqüentemente incompatíveis com crenças pessoais ou práticas
profissionais prévias. Muitos preferem lidar com isso evitando o
fenômeno. Negá-lo e difamá-lo é outra maneira. Uma forma mais
ardilosa é estudar, racionalizar e classificar, tudo na teoria.

As seguintes informações apresentadas são um
resumo e, temo, muitas vezes uma simplificação de teorias
consistentes, mesmo que o tempo venha a mostrar que se encontram apenas parcialmente corretas. Ou não.

Dianética

A Dianética pode ser descrita mais precisamente como um corpo
doutrinário do que uma terapia. Foi desenvolvida por L. Ron Hubbard
(1911-1986), engenheiro americano e famoso escritor de ficção das
décadas de 30 e 40, e a primeira sistematização foi apresentada em
1950 com o seu livro Dianética: a Ciência Moderna da Saúde Mental.

O axioma básico da teoria é de que o objetivo principal de todos os
esforços dos organismos vivos é a sobrevivência. Hubbard afirmava
que o prazer era resultante de ações a favor da sobrevivência e que a
dor resultava de agravos a esse determinante. Dividiu a mente em
mente analítica e mente reativa. A mente analítica seria a consciência
individual e os processos normais de inteligência. Nas situações em
que houvesse perigo real ou inferido, de acordo com o princípio da
sobrevivência, a mente reativa assumiria o controle das ações do
indivíduo.

A mente reativa já apresentaria uma programação básica coerente
com as necessidades da espécie, e essa programação seria ampliada
com as experiências. A Dianética afirma que essa programação
aconteceria nos momentos de alteração da consciência, por dor física
intensa, forte emoção ou uso de drogas, como na anestesia química.

A uma unidade de programação corresponderia o termo engrama. O
engrama seria a forma como a mente reativa armazenaria a
informação, e seria baseado em um pacote de informações sensoriais
que seria um gatilho para o acionamento da mente reativa em ocasiões
futuras. Fariam parte do engrama, no exemplo de uma dor física
intensa: o estímulo doloroso, os ruídos ambientes no momento de
alteração da consciência, os odores, o tom de voz dos presentes, a
vegetação ao redor ou a cor das paredes e tudo o mais. A repetição de
qualquer dessas informações a partir daí seria um sinal para que a
mente reativa assumisse o comando. Os engramas poderiam ocorrer
em qualquer momento da vida, mas os mais importantes e graves
teriam acontecido no período de vida intra-uterina e logo após o
nascimento. Relações sexuais durante a gravidez, ameaças de aborto,
brigas entre os pais e outros seriam determinantes patológicos na vida
adulta.

Tais engramas fundamentais seriam agravados ao longo da vida
com situações fortuitas ou conseqüentes a eles em que fossem
reforçados. Tais situações são chamadas encadeamentos (locks).

Segundo Hubbard, a ativação da mente reativa levaria o indivíduo a
responder com ações automáticas e inconscientes, de maneira igual ao
previsto no engrama (como chorando, ficando tenso ou fugindo, por
exemplo), ou ainda previa a atuação em outra valência, que seria a
dramatização do papel de outra pessoa envolvida no engrama – e
nesse caso uma pessoa que tivesse sofrido a situação original como
vítima poderia agir como o havia feito o agressor, se for este o caso.

O que a Dianética quer realmente dizer é que a consciência de
todas as pessoas está grandemente comprometida pelos engramas e a
ativação da mente reativa. Que a mente reativa é benéfica ao animal
porém desnecessária ao homem, e que a sua eliminação resultaria em
expansão da consciência, da lucidez e do livre-arbítrio. Aqui ela diverge
da hipnose tradicional ao afirmar que todos os condicionamentos são
maléficos, e que é impossível a mente reativa ser programada para
auxiliar o indivíduo. De fato, para a Dianética a hipnose é uma situação
geradora de engramas, numa observação superficial.

De posse destes princípios e conceitos, foi desenvolvida a terapia
da Dianética, cujo objetivo é desfazer, desprogramar todos os
engramas, transformando a pessoa num Clear, que é como seria
chamada a pessoa cuja mente reativa fora desprogramada e cuja
consciência, criatividade e lucidez ampliadas. Tal pessoa apresentaria
sempre ações racionais, sem qualquer traço de condicionamento.
Como benefícios extras Hubbard mencionava o incremento da saúde e
sexualidade. Previam-se também conseqüências políticas e sociais
quando da difusão das práticas e proliferação dos Clears.

A terapia consiste em colocar o paciente em leve estado de
relaxamento (chamado reverie), e através do esgotamento da carga
emocional dos engramas pela experimentação repetida a sua liberação.
O operador da terapia é chamado auditor. Os engramas seriam
localizados e liberados a partir das queixas e sintomas do paciente
(denominado pré-clear). Repetir e repetir a queixa é um dos métodos
empregados para chegar ao conteúdo emocional e por vezes à
situação primitiva que porventura o tenha gerado.

A Dianética ao longo do tempo sofreu acréscimos teóricos e
práticos. Hoje é englobada numa perspectiva mais ampla com
conotações religiosas e políticas denominada Cientologia. A Cientologia
abraça a crença em vidas passadas e na percepção extra-sensorial. É

muito difundida nos Estados Unidos, e pessoas de notoriedade como
os atores John Travolta e Tom Cruise incrementam as fileiras dos
adeptos, que alegam mudanças radicais e grande progresso em suas
vidas.

Na semana que vem falaremos sobre "Programação Neuro-Linguística"

quarta-feira, 20 de julho de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vamos falar sobre Personalidades

Wilhelm Reich



Reich dava grande ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão de sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro. Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a bioenergia era bloqueada de forma mais intensa na área pélvica de seus pacientes.


Ele chegou a acreditar que a meta da terapia deveria ser a libertação dos bloqueios do corpo e a obtenção de plena capacidade para o orgasmo sexual, o qual sentia estar bloqueado na maioria dos homens e das mulheres.

As opiniões radicais de Reich a respeito de sexualidade resultaram em consideráveis equívocos e distorções de seu trabalho por autores futuros e, conseqüentemente, despertaram muitos ataques difamatórios e infundados.

Wilhelm Reich se interessou muito pela sexualidade humana. Quando era jovem estudante de Medicina, Reich visitou Freud pela primeira vez para procurar ajuda a fim de organizar um seminário sobre sexologia na escola médica que ele freqüentava (Higgens e Raphael, 1967). Além disso, a principal atividade política de Reich consistia em ajudar a fundar clínicas de higiene sexual patrocinadas pelos comunistas para a classe trabalhadora, na Austria e na Alemanha.

As idéias de Reich e suas clínicas eram muito controvertidas para a época e seu programa de para as clínicas de orientação sexual incluía características modernas ainda hoje. Entre seus tópicos destacavam-se:

1. Livre distribuição de anticoncepcionais para qualquer pessoa e educação intensiva para o controle da natalidade.


2. Completa abolição das proibições com relação ao aborto.


3. Abolição da distinção legal entre casados e não-casados; liberdade de divórcio.


4. Eliminação de doenças venéreas e prevenção de problemas sexuais através da educação sexual.


5. Treinamento de médicos, professores etc., em todas as questões relevantes da higiene sexual.


6. Tratamento, ao invés de punição, para agressões sexuais.


Caráter
De acordo com Reich, o caráter é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações. Inclui atitudes e valores conscientes, estilo de comportamento (timidez, agressividade e assim por diante) e atitudes físicas (postura, hábitos de manutenção e movimentação do corpo).
O conceito de caráter já havia sido discutido anteriormente por Freud, em sua obra Caráter e Erotismo Anal. Reich elaborou este conceito e foi o primeiro analista a tratar pacientes pela interpretação da natureza e função de seu caráter, ao invés de analisar seus sintomas.


A Couraça Caracterológica
Reich sentia que o caráter se forma como uma defesa contra a ansiedade criada pelos intensos sentimentos sexuais da criança e o conseqüente medo da punição. A primeira defesa contra este medo é o Mecanismo de Defesa do Ego conhecido por repressão, o qual refreia os impulsos sexuais por algum tempo. À medida que as Defesas do Ego se tornam cronicamente ativas e automáticas, elas evoluem para traços ou couraça caracterológica.

Esse conceito de couraça caracterológica de Reich inclui a soma total de todas as forças defensivas repressoras organizadas de forma mais ou menos coerente dentro do próprio ego. Para ele, o desenvolvimento de um traço neurótico de caráter indicaria a solução de um problema reprimido ou, por outro lado, ele torna o processo de repressão desnecessário ou transforma a repressão numa formação relativamente rígida e aceita pelo ego.

Assim pensando, Reich afirma que os traços de caráter neuróticos não são a mesma coisa que sintomas neuróticos. A diferença entre esses traços neuróticos e os sintomas neuróticos repousa no fato de que sintomas neuróticos, tais como os medos, fobias, etc., são experienciados como estranhos ao indivíduo, como elementos exteriores à psique, enquanto que traços de caráter neuróticos (ordem excessiva ou timidez ansiosa, por exemplo) são experimentados como partes integrantes da personalidade.


A pessoa pode se queixar do fato de ser tímida, mas esta timidez não parece ser significativa ou patológica como são os sintomas neuróticos. As defesas de caráter são particularmente efetivas e, além disso, difíceis de se erradicarem pelo fato de serem bem racionalizadas pelo indivíduo e experimentadas como parte de seu auto-conceito.

Reich se esforçou continuamente para tornar seus pacientes mais conscientes de seus traços neuróticos de caráter. Ele imitava com freqüência suas características, gestos ou posturas, ou fazia com que seus pacientes repetissem ou exagerassem uma faceta habitual do comportamento, por exemplo, um sorriso nervoso. À medida que os pacientes cessavam de tomar como certa sua constituição de caráter, aumentava sua motivação para mudar.
A Couraça Muscular
Reich descobriu que cada atitude de caráter tem uma atitude física correspondente e que o caráter do indivíduo é expresso corporalmente sob a forma de rigidez muscular ou couraça muscular. Reich começou a trabalhar, então, no relaxamento da couraça muscular. Ele descobriu que a perda da couraça muscular libertava energia libidinal e auxiliava o processo de psicanálise. O trabalho psiquiátrico de Reich lidava cada vez mais com a libertação de emoções (prazer, raiva, ansiedade) através do trabalho com o corpo. Ele descobriu que isto conduzia a uma vivência muito mais intensa do que o material infantil trabalhado pela psicanálise.

Reich começou, primeiramente, com a aplicação de técnicas de análise de caráter e das atitudes físicas. Ele analisava em detalhes a postura de seus pacientes e seus hábitos físicos a fim de conscientizá-los de como reprimiam sentimentos vitais em diferentes partes do corpo. Fazia os pacientes intensificarem uma tensão particular a fim de tornarem-se mais conscientes dela e de aliviar a emoção que havia sido presa naquela parte do corpo. Ele descobriu que só depois que a emoção assim "engarrafada" fosse expressa, é que a tensão crônica poderia ser aliviada por completo. Aos poucos, Reich começou a trabalhar diretamente com suas mãos sobre os músculos tensos a fim de soltar ás emoções presas a eles.

Em seu trabalho sobre couraça muscular, Reich descobriu que tensões musculares crônicas servem ara bloquear uma das três excitações biológicas: ansiedade, raiva ou excitação sexual. Ele concluiu que a couraça física e a psicológica eram essencialmente a mesma coisa. Com esse raciocínio, as couraças de caráter eram vistas agora como equivalentes à hipertonia muscular.

O Caráter Genital
O termo Caráter Genital foi usado por Freud para indicar o último estágio do desenvolvimento psicossexual. Reich adotou-o para se referir especificamente à pessoa que adquiriu potência orgástica. Para ele a potência orgástica era a capacidade de abandonar-se, livre de quaisquer inibições, ao fluxo de energia biológica, era a capacidade de descarregar completamente a excitação sexual reprimida por meio de involuntárias e agradáveis convulsões do corpo.

Reich descobriu que assim que seus pacientes renunciavam à sua couraça e desenvolviam potência orgástica, muitas áreas de funcionamento neurótico mudavam de forma espontânea. No lugar de rígidos controles neuróticos, os indivíduos desenvolviam uma capacidade para auto-regulação. Reich descreveu indivíduos auto-reguladores como naturais, mais do que morais. Eles agem em termos de suas próprias inclinações e sentimentos internos, ao invés de seguirem algum código externo ou ordens pré-estabelecidas por outros.

Depois da terapia reichiana, muitos pacientes que antes eram neuroticamente promíscuos, desenvolviam grande ternura e sensibilidade e procuraram, de forma espontânea, relacionamentos mais duráveis e realizadores. Os(as) pacientes cujos casamentos eram estéreis e sem amor, descobriram na terapia reichiana que já não poderiam mais ter relações sexuais por um mero senso de obrigação.

Os caracteres genitais não estão aprisionados em suas couraças e defesas psicológicas. Eles são capazes de se encouraçar, quando necessário, contra um ambiente hostil. Entretanto, sua couraça é feita mais ou menos conscientemente e pode ser dissolvida quando não houver mais necessidade dela.

Reich escreveu que caracteres genitais trabalharam sobre o complexo de Édipo, de maneira que o material edipiano já não é mais tão intensamente carregado ou reprimido. O superego, para ele, tornam-se "sexo-afirmativo", portanto o Id e o Superego passam a estar em harmonia. O Caráter Genital é capaz de experimentar livre e plenamente o orgasmo sexual, descarregando por completo toda libido excessiva. Dessa forma, o orgasmo, o clímax da atividade sexual, seria caracterizado pela entrega à experiência sexual e pelo movimento desinibido, involuntário, ao contrário dos movimentos forçados ou até violentos dos indivíduos encouraçados.

Na outra semana continuamos com Reich e sua Bioenergia...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Psicologia e Cinema.

SINOPSE


Daigo é um violoncelista cuja orquestra foi dissolvida. Desempregado, ele se vê obrigado a voltar a morar no interior na casa que sua mãe deixou de herança. Chegando lá, ele aceita um emprego inusitado preparando cadáveres para serem colocados no caixão.

 
ASSUNTO

Luto, preconceito, família, relacionamento entre pai e filho.

Trata-se de um sensível retrato de como japoneses e sua tradição tão peculiar são capazes de lidar com a morte, bem como um objeto de reflexão em relação a essa questão tão recorrente no Japão, o embate entre as tradições do país e a modernidade.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Hoje é dia de falarmos de Hipnose

SUGESTÃO, AUTO-SUGESTÃO E PENSAMENTO POSITIVO

Como já foi explicado anteriormente, a sugestionabilidade é uma

função normal da personalidade saudável, variando nos diferentes
indivíduos e num mesmo indivíduo em diferentes situações. E
convencionamos a definição como a capacidade de responder a idéias
antes ou até mesmo sem verificá-las.

Todos nós criamos e mantemos nosso mundo com o diálogo
interno, e a comunicação em todas as suas diversas formas altera,
mesmo que temporariamente, este diálogo interno.

É indispensável para a compreensão da comunicação representar
na mente o que está sendo comunicado para então tomar um
posicionamento. Esta representação pode ser através de uma
lembrança, ou visualização de uma imagem, ou uma sensação. Se eu
disser que ensinei um elefante cor-de-rosa a entrar em hipnose, você
poderá pensar várias coisas. Que eu esteja mentindo, ou tenha bebido
demais, ou até mesmo imaginar quem teria pintado o elefante e se um
elefante pode ou não ser hipnotizado. Mas antes mesmo de formular
hipóteses ou tirar conclusões, você terá visualizado a cena. Se esta
cena tivesse um conteúdo emocional, que propositadamente estou
evitando na construção, você responderia instintivamente a ela antes
de raciocinar.

O dentista que explica ao paciente: “Não tenha medo! Não vai

doer!”, está na verdade fazendo terrorismo. Está levando o paciente a
pensar em medo e dor, e mesmo que seja em uma fração de segundo,
o paciente vai rever em sua mente situações dolorosas e de medo que
já tenha experimentado anteriormente. Seu corpo vai reagir ficando
tenso, o rosto se contorcendo em um esgar e os lábios ficando
apertados. A admoestação “não” no começo da sentença não tem
absolutamente valor nenhum, porque até ser processada o estrago já
está feito e o profissional conseguiu exatamente o oposto do que

desejava. Na verdade, ele poderia muito propriamente ter colocado da
seguinte forma: “Fique tranqüilo! Vai ser confortável!”. Embora o
conteúdo das sentenças seja muito semelhante, a natureza das
respostas eliciadas é muito diferente. É a diferença entre boa e má
comunicação. Com um agravante: a pessoa que está apreensiva se
encontra em estado de hipersugestionabilidade!

E há um sem número de situações que levam a pessoa a alterar a

consciência e tornar-se mais sugestionável: dor física, como quem se
machuca ou está no hospital esperando atendimento; dor emocional,
como em quem perde um ente querido ou sofre uma humilhação;
emocões violentas como medo, ou susto, ou excitação; outras
situações que envolvam atenção concentrada, por qualquer motivo;
rapport, conforme explicado outra quinta.

A importância e as conseqüências da comunicação em todas as
suas formas e especialmente como palavra falada são indevidamente
menosprezadas.

O maior expoente do estudo das sugestões com finalidades
terapêuticas foi um farmacêutico francês: Emile Coué (1857-1926).

A ele é devida a elaboração da famosa frase usada em autosugestão:

“Melhor a cada dia, em todos os sentidos”. Ele coordenava
uma clínica de atendimento gratuito e ensinava seus pacientes a
reeducarem seu modo de pensar e com isso conseguir efeitos
benéficos. Também ensinava-os a construir sugestões para seus
problemas específicos. Sua técnica consistia em que o paciente se
colocasse em um estado de relaxamento e conforto e com o auxílio de
nós feitos em um cordão recitasse a auto-sugestão diariamente, como
se estivesse rezando.

Baseados na obra de Coué foram estabelecidos princípios que
ajudam a entender e aplicar as sugestões, também conhecidas como
Leis da Sugestão.

São elas:

1 Lei da Atenção Concentrada: quando uma idéia ocupa a atenção
de uma pessoa, essa idéia tende a se concretizar.

2 Lei da Emoção Dominante: as idéias associadas a emoções são
potencializadas, aumentando a chance de se tornarem reais.

3 Lei do Esforço Contrário: no conflito entre imaginação e vontade, a
imaginação sempre vence.

Exemplifico:


Uma determinada pessoa pode desejar ardorosamente ser bem
sucedida em acumular riquezas, e trabalhar com afinco para obtê-las.

Porém pensa em si mesmo como alguém pobre, pela sua origem
humilde. Ressente-se disso e no fundo se acredita inferior e diminuído
em relação aos outros. Preocupa-se excessivamente com dificuldades
e já imagina o que vai fazer quando seus empreendimentos
fracassarem. Para este, não há esperança de sucesso. Por mais que
trabalhe, sua mente inconsciente trabalha contra ele, porque foi
programada para isso. Através de pequenas decisões, modos de se
comunicar ou a imagem que ele passa aos outros, ele mesmo está se
sabotando sem o perceber. Todos os seus esforços são inúteis.

O primeiro exercício terapêutico que é proposto aos meus pacientes
é transformar suas listas de problemas em listas de objetivos.

A idéia do sucesso e a alegria associada a ele têm de saturar sua
mente com mais intensidade do que as mazelas o faziam.

Claro que gastar no cartão de crédito acreditando que a mente
inconsciente proverá os recursos para o pagamento é um ato de fé do
qual mesmo eu sou incapaz. Pelo menos até o momento.

Mas a implementação da atitude positiva, que pode ser entendida
como a somatória de pensamento positivo com ação positiva, pode
efetivamente levar a progresso e superação de limites auto-impostos.

Em todas as áreas da experiência humana.

A um certo amigo solitário que desejava uma namorada e não tinha
pretendentes em vista, sugeri que pensasse em um presente especial
para dar a essa namorada quando a conseguisse, e que o comprasse.

Esta tarefa deslocou a sua atenção do quão solitário ele se encontrava
para o que poderia agradar a sua futura namorada. Eu não sei se ele se
comportava de outras maneiras, ou como ele passou a olhar as
mulheres, e nem sei ao certo se o fato de ele ter realmente começado
um relacionamento teve a ver com a tarefa. A tristeza associada à
solidão desapareceu, entretanto, no mesmo momento em que ele
aceitou a missão.

Remoendo nossas dificuldades damos a elas dimensões maiores
que as nossas forças.

O objetivo é apresentar idéias que podem produzir
transformações importantes ao serem aplicadas. Elas serão benéficas
quando aplicadas à maneira que você pensa e à maneira que você se

relaciona com as pessoas.

Ao falar, pode-se expressar sentimentos, temores, desejos, contar
estórias, trocar informações e ainda uma infinidade de outras coisas.
Mas também há um uso refinado da palavra, que é objetivando eliciar
respostas.

Toda comunicação elicia respostas conscientes e inconscientes,
mas poucos têm a percepção suficientemente treinada para
acompanhar as respostas que estão recebendo.

Estas respostas vão acontecer como alterações na expressão facial,
na atitude corporal, nos movimentos dos olhos, nas alterações da
tonalidade da pele, da respiração e muitos outros.

Quando você conta uma estória, ela sempre tem um conteúdo
superficial, que geralmente é apreciado pela mente consciente, mas
também se depreendem dela analogias, conclusões e sensações que
extrapolam os limites daquela conversação específica e que produzem
efeitos. Pode-se alterar o estado de humor da pessoa, ou suas funções
orgânicas, ou eliciar comportamentos futuros. Pode-se fazer bem ou
fazer mal. E você o tem feito a vida toda.

Claro que é impossível imaginar e prever todas as conseqüências
de certa frase, pois há respostas que serão únicas para aquela
determinada pessoa, com sua história pessoal e características, mas há
também outras que são como que constantes em nossa espécie. A
mente generaliza conceitos e conclusões, aplicando-as a áreas que às
vezes muito pouca relação guardam com o contexto original. Uma boa
orientação geral é que se considere a própria língua como uma espada
ou lâmina afiada, ou como o bisturi de um cirurgião, e se você não tiver
uma boa noção das respostas que poderá estar desencadeando,
guarde-a dentro da boca.

Por favor, em momento algum percam de vista que comunicação é
muito mais abrangente que a palavra falada, e inclui todas as outras
atitudes. Para interagir com este mundo é indispensável atenção,
lucidez e engenhosidade.

Se você desejar uma certa resposta, poderá tentá-la com uma
sugestão direta. Neste caso a sentença deverá ser sempre positiva, isto
é, mencionando clara e diretamente o comportamento desejado. Ao
invés de: “Não fique triste”, deve-se dizer: “Alegre-se”, e ao invés de:
“Como estou doente”, diga: ”Estou me recuperando”.

A repetição é essencial. Fixa na memória e ajuda a acontecer, como

em “Beba Coca-Cola”.

Associar uma sugestão direta a um conteúdo emocional amplifica a
potência de tal sugestão. A um estudante se poderia incentivar ao dizer:

“Ver seus esforços e concentração nos estudos encheria seu pai de
orgulho”. E nesse exemplo ainda se percebe que o comportamento
desejado é mencionado como acontecendo ou para acontecer,
inexoravelmente.

As sugestões podem ter sua efetividade aumentada ao se
comporem com coisas que podem ser verificadas, dando credibilidade
e associando a veracidade de uma à veracidade da outra. Para isso se
empregam generosamente as conjunções: e, assim como, ao mesmo
tempo, da mesma forma, também assim e outras. “Os outros capítulos
foram interessantes e informativos, assim como este está se mostrando
prático e utilizável”. Aqui se verifica também o uso da forma verbal
gerúndio (da ação que está acontecento), outro recurso a ser
explorado.

Em muitas situações, as sugestões diretas deverão ser permissivas,
isto é, colocando-se a possibilidade de que não venham ocorrer, ou
pelo menos a ilusão de escolha: “Você pode estar começando a se
sentir melhor”, ou “Isto acontecerá agora ou mais tarde, se você
preferir”.

Uma forma completamente diferente de abordar o assunto é
sugerindo de forma indireta, legado de Milton Erickson.

Falar sobre a própria família levaria o interlocutor a pensar na dele,
e o mesmo com qualquer outro assunto associado à experiência
pessoal.

Descrever um deserto escaldante possivelmente provocará sede, e
levar alguém através de estórias de monstros e assombrações poderá
perturbar seu sono.

Ao invés de dizer ao passageiro do carro: “Coloque o cinto”, você
poderá casualmente contar-lhe sobre as lesões na face que um
conhecido sofreu em acidente, ou descrever o concurso de beleza na
tevê e como ficou bem a vencedora com a faixa de miss.

Nem tudo funciona sempre, e quando algo não funcionar talvez
outra coisa funcione. É necessário, portanto, ser fluído e criativo e ter
os olhos bem abertos para enxergar o que está acontecendo, ou quase
acontecendo.

Assuntos vastos e importantes foram tratados aqui de forma

superficial ou apenas insinuados. Técnicas poderosas e que
necessitariam de muito treinamento e explicação foram apenas
exemplificadas. Há tanto mais por aprender. Talvez eu tenha instigado
a sua curiosidade, e isso me satisfaria, por enquanto.

Uma outra quintq será mencionado princípios relativos à
Programação Neuro-Linguística, que trarão mais alguns conhecimentos
a esse respeito. Desde já, entretanto, estou curioso imaginando de que
forma conhecer estas possibilidades poderá alterar as suas estratégias
de comunicação e pensamento.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Porque o Facebook vicia

Já ouvi pessoas dizerem que o Facebook precisa de um botão de "não curtir". Até descobri recentemente esta "Campanha Não Curti" com mais de 32.000 pessoas. Uma ideia interessante mas que, se aprovada, só prejudicaria o site.

É fácil entender o porquê disso, basta lembrar de um processo básico que nos alunos aprendememos no segundo ano de psicologia: o condicionamento operante.


Coloque um rato sedento em uma caixa fechada com uma alavanca que se pressionada libera uma gota d'água. Ensine-o a pressionar a alavanca e ele o fará muitas vezes, até saciar sua sede. Se em uma dessas ocasiões a consequência for retirada (a gota d'água) o pressionar a barra diminiuirá podendo chegar a zero. Mas se em alguns momentos ele receber água e outros não, ou seja, a consequência for intermitente, aí meu amigo, ele vai ser um rato muito insistente e pressionará muito a sua barra.


Agora imagine você escrevendo algo no Facebook, como "as fotos da festa ficaram ótimas". 5 pessoas curtiram isso. Esse "curtir" funciona como a água: é o estímulo reforçador que manterá você escrevendo no site. Imagine que em momentos ninguém curtiu o que você posta, em outros poucas pessoas curtiram e em outros muitas pessoas curtiram. Aí você já foi "pego", pois mesmo que ninguém tenha curtido algo que você postou, é provável que você continue postando, pois em outras ocasiões muitas pessoas curtiram.


Até agora eu não falei do "não curtir". Para saber que consequências o "não curtir" poderia gerar em alguém é fácil: imagine o que aconteceria com o rato se, ao pressionar a barra, ele recebesse um choque. Simples assim!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Psicologia e Cinema.

SINOPSE


O filme conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.






ASSUNTO


Luxúria, poder; limites fisiológicos; meio ambiente; prostituição; infidelidades, enfim todas as mazelas humanas que nos remete ao estado de cegueira ou ausência de consciência.

O foco do filme não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Hoje é dia de falarmos de Hipnose

Patologias Psiquiátricas


Hoje há evidências de que muitas das doenças psiquiátricas são na
verdade doenças orgânicas. Nas depressões verifica-se desequilíbrio a
nível de neurotransmissores (mediadores químicos no cérebro), e em
outras, como o transtorno obsessivo-compulsivo, lesões estruturais em
determinadas regiões do cérebro. A terapia medicamentosa vem
obtendo resultados positivos e em muitos casos é imprescindível.

Em todas as situações em que a psicoterapia está indicada, como
tratamento principal ou de suporte, a hipnose pode ser utilizada com
vantagens.

Especialmente nos transtornos neuróticos, a hipnose mostra-se um
recurso importante ao ser capaz de modular a percepção do paciente
do mundo que o cerca e de si mesmo, o significado de tais coisas e as
respostas apresentadas.

Pacientes portadores de distúrbios de ansiedade, pânico e fobias
podem se beneficiar especialmente da hipnose. Mesmo os pacientes
com depressão e transtorno obsessivo-compulsivo podem obter alívio
dos sintomas e serenidade, se capacitando a apresentar respostas
mais saudáveis aos estímulos do meio, à sua própria história pessoal e
às suas emoções.

A utilização de hipnose em pacientes psicóticos é controversa,
sendo praticada por alguns e contra-indicada por outros. Tal aplicação
extrapola minha experiência pessoal, e ao longo do tempo com certeza

os benefícios ou problemas hão de se tornar evidentes.

Medicina Legal


A hipnose vem sendo usada em situações médico-legais com
sucesso.

Ao se tomar depoimento de uma vítima de agressão, pode-se
dissociá-la do conteúdo emocional da experiência, de tal forma que o
relato seja mais preciso e não evoque sofrimento desnecessário.
Também os detalhes que podem ser recuperados são muito maiores,
podendo auxiliar na solução do caso.

Testemunhas em transe podem relatar dados aos quais sequer
prestaram atenção no momento do ocorrido, congelando a imagem em
suas mentes e fornecendo placas de veículos, descrições detalhadas e
outras informações importantes.

O Instituto Médico-Legal do Paraná possui um departamento
especializado em Hipnose Forense, com projeção e credibilidade a
nível nacional.

Aplicações em Psicologia

Conhecer e dominar aspectos da metodologia hipnótica pode dotar
o psicólogo de recursos esplêndidos para beneficiar seu paciente.

A hipnose pode ser útil para ajudar a pessoa em crise relacionada a
qualquer período ou situação da vida, desde problemas familiares e
conjugais, adolescência, perda de entes queridos, inadequação social e
por aí adiante.

Em todas as aplicações médicas listadas acima, o próprio psicólogo
pode realizar o tratamento com hipnose. De fato, hoje há mais
psicólogos do que médicos praticando hipnose, e creio que nem
mesmo todos os profissionais das duas áreas juntos poderiam ser
suficientes para estender a hipnose a todos os pacientes que poderiam
se beneficiar dela.

O que é realmente muito importante assinalar, entretanto, é que
todo tratamento deve ser indicado a partir de um diagnóstico preciso, e
o único profissional habilitado cientificamente a fazê-lo é o médico. O
que a um não médico poderia parecer uma depressão, com todos os

seus sinais, sintomas e comemorativos, pode ser outra doença
completamente diferente, passível de tratamentos outros e, por vezes,
muito grave. Doenças como anemia, hipotireoidismo, insuficiência
renal, insuficiência adrenal, hidrocefalia, doenças degenerativas do
sistema nervoso, neoplasias, infecções crônicas, intoxicações e
diabetes, só para exemplificar, podem mimetizar os mesmos sintomas
da depressão. E isto é apenas o exemplo de um caso específico, o da
depressão. O mesmo se dá com todas as outras patologias. Somente o
médico pode fazer o diagnóstico e indicar qualquer tratamento.

Eu próprio aprendi hipnose com psicólogos aos quais reputo muito
respeito e admiração, e nos quais reconheço qualidades que ainda
estou trabalhando para desenvolver.

A hipnose não é propriedade de ninguém, é antes um refinamento
da arte da comunicação com o qual absolutamente todos podemos
aprender e crescer.

Aplicações em Odontologia
 
O paciente que recebe tratamento odontológico sob hipnose jamais

vai voltar ao tradicional. Dentista sem dor, sem ansiedade, sem
desconforto, sem demora.

Treinar o paciente odontológico para entrar em transe hipnótico
muda completamente a conotação do tratamento. Sob hipnose é
possível “dormir” confortavelmente na cadeira do dentista, enquanto
são realizados os procedimentos, e o tempo pode ser distorcido para
que a sessão pareça muito breve. Ou então a pessoa pode ser
dissociada e aproveitar este tempo para fazer outra coisa, como um
passeio, ou rever um programa de televisão. Pode ser induzida surdez
seletiva para o ruído da broca. O tratamento pode ser confortável e
indolor.

Qualquer grau de hipnose já beneficia o tratamento, mas é óbvio
que quanto maior a habilidade do paciente mais fenômenos a serem
explorados.

Para o profissional, é possível utilizar a hipnose para reduzir as
doses de anestésicos ou, conforme o paciente, utilizar somente a
hipnose como anestésico para procedimentos e até cirurgias maiores.
 
Pode-se proceder ao travamento da mandíbula do paciente na

posição aberta e com conforto para ambos.

O fluxo de saliva pode ser reduzido por sugestionamentos, e o
sangramento nos procedimentos minimizado.

Os pacientes que apresentam náuseas podem ser manejados com
hipnose, e a analgesia depois dos procedimentos pode ser conseguida
sem necessidade de medicamentos.

Uma forma de executar o tratamento é manter o paciente em transe
leve e colaborativo.

Outras doenças ainda cujo tratamento é da alçada do odontólogo,
como disfunções da articulação têmporo-mandibular e bruxismo vão
responder à hipnose. O paciente pode ser motivado a perseverar na
higienização bucal e na adesão ao tratamento.

Muitos odontólogos já praticam a hipnose.
Hipnose para Correção de Hábitos e Vícios

Sim, é possível parar de fumar usando a hipnose como suporte. E
também parar de jogar, beber, usar drogas ou modificar qualquer
comportamento indesejável.

Toda pessoa pode construir o mundo em volta dela com o poder de
suas próprias decisões. Fácil assim.

Para aqueles que se sentem aprisionados pela repetição de velhos
hábitos e automatismos, a hipnose pode ser um meio de restabelecer a
firmeza de caráter e expandir o controle sobre suas vidas.

Todos têm sentimentos conflitantes sobre as coisas. Uma pessoa
quer parar de fumar. Porque deve, porque o médico disse, ou a esposa
reclama, ou vem sendo socialmente perseguido. Mas outra parte dela
sente prazer no hábito de inalar a fumaça e na ligeira estimulação e
bem-estar que a nicotina traz. A personalidade sadia deve ser apta a
tomar decisões, arcar com as conseqüências dessas decisões e ser
capaz de reavaliá-las quando adequado. A pessoa com personalidade
sadia ou pára de fumar e não faz caso sobre isso, ou continua fumando
e não fica dizendo que não consegue parar. Da mesma forma com todo
o resto. A dependência química é supervalorizada. À exceção dos

primeiros dias de desintoxicação de um alcoólatra, associados a
delírios e sintomas intensos, e drogas potentes como a heroína, e ainda
assim por curtos períodos, a dependência química é desculpa.

A cada momento fazemos opções, e devemos nos responsabilizar
pelas conseqüências. Grandes e pequenas decisões. Todos nós.

A hipnose pode ser um auxílio a quem realmente deseje assumir as
rédeas de sua vida. Àqueles que se comprazem sendo vítimas, quem
poderá ajudar?

Hipnose e a Prática Desportiva

Aprender hipnose pode ajudar o atleta a desenvolver uma atitude
mais positiva e confiante em competições.

É possível aumentar a resistência física e psicológica ao esforço e
estimular disciplina e motivação para o treinamento.

Preparação para Vestibular e Outros Concursos

A hipnose pode alavancar o progresso nos estudos e aumentar a
chance de aprovação em concursos.

Pode-se:

-Expandir a capacidade de memorização;

-Auxiliar a estabelecer maior disciplina na rotina de estudos;

-Motivar;

-Desenvolver serenidade, fundamental para o bom desempenho em
provas.

Relaxamento e Redução de Estresse

Estamos cercados por perigos reais e sobrecarregados com as
exigências da vida nas cidades. As preocupações profissionais invadem
e destroem os momentos de lazer e intimidade com a família.

Vive-se constantemente em prontidão, preparados para “lutar ou
fugir”, o que resulta numa hiperatividade crônica do sistema nervoso
autônomo simpático e em muitos efeitos nocivos ao organismo.


Perdem-se anos de vida, e perde-se qualidade de vida.

Hipnose e o aprendizado da auto-hipnose são mecanismos
verdadeiramente efetivos para a restauração da harmonia e do bemestar.

Hipnose e Desenvolvimento Pessoal

É uma ambição universal querer ser uma pessoa melhor. Aprender
coisas novas, expandir horizontes, ter versatilidade e fazer cada vez
melhor mesmo o que se faz bem.

Através da prática da hipnose é possível suprir deficiências ou
estimular traços de personalidade desejáveis, como a autoconfiança e a
liderança.

Em hipnose se trabalha sempre a partir de uma lista de objetivos a
serem buscados, e não uma lista de problemas.

Aprender hipnose é uma atitude positiva para quem quer falar
melhor em público, vencer a timidez, progredir nas relações pessoais e
de trabalho ou superar suas limitações quaisquer que sejam.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

5 maneiras de lidar com os ciúmes de forma positiva

Já todos passamos por situações ciumentas ou cenas de ciúmes – algumas partilhadas com o companheiro(a), outras sofridas em silêncio. O ciúme é um sentimento inato à natureza humana e, embora seja quase sempre conotado negativamente, existem formas positivas de lidar com os ciúmes.


1. Ciúmes = Amor

Observar o seu namorado(a) a conversar com outra mulher ou homem extremamente atraente pode facilmente disparar sentimentos de ciúmes… e ainda bem! Talvez fosse pior se não sentisse nada! Ao verificar que outra pessoa possa sentir-se atraído pelo seu companheiro(a) e ver que essa reação se transforma numa pontinha de ciúmes, está a validar o seu amor por ele ou por ela, o orgulho que tem em estar com essa pessoa e a vontade que tem de a relação continuar a dar certo. Isso é extremamente positivo, por isso, porquê deixar que os ciúmes se transformem em algo negativo como uma cena ou discussão desagradável?

2. Ciúmes = Mais empenho na relação

Já alguma vez pensou que os ciúmes que sente cada vez que o seu parceiro fala de uma certa colega de trabalho ou quando a sua namorada vai tomar café com aquele amigo podem ser um indicador de que falta algo na sua própria relação? Talvez gostasse que ela o convidasse para ir tomar um simples café de vez em quando? Talvez gostasse de ter o tipo de conversas que ele tem com a colega do escritório? Transforme os ciúmes em mais empenho e dedique-se mais à sua relação, começando por comunicar as suas necessidades ao seu companheiro(a) e pedindo que ele/ela faça o mesmo.

3. Ciúmes = Autoestima

Os ciúmes não só criam sentimentos de frustração, raiva e insegurança no seio de um casal, como podem abalar a nossa própria autoestima: não sou tão bonito, inteligente, feliz ou confiante como essa pessoa com quem ele/ela está a conversar e a divertir-se imenso. Evite que os ciúmes se transformem em ataques negativos a si próprio – não se deite abaixo! Em vez disso, aproveite esse ataque ciumento para se auto-motivar e mude aquilo que quer mudar em si, seja o corte de cabelo, a forma como se veste ou o regresso a academia. Independentemente do tipo de ciúme, utilize-o como um incentivo para cuidar mais de si, para crescer e ser uma pessoa melhor – quer seja a nível físico, mental ou espiritual.

4. Ciúmes = Quebrar rotina

É inevitável – uma relação de longa data torna-se, em alguns momentos, monótona e sem aquela chama da paixão inicial. Aproveite a intensidade e o “fogo” desses ciúmes para quebrar a rotina da própria relação – afinal de contas, é consigo que ele/ela (ainda!) está! Não dê motivos para o seu parceiro(a) andar à procura de outro tipo de divertimento, pois, se ele/ela tiver tudo o que precisa em casa, dificilmente voltará a sentir um ataque de ciúmes monumental. Porém, para garantir isso, uma relação tem de ser motivada diariamente e isso passa, em grande parte, por fugir à rotina.

5. Ciúmes = Gestos de carinho

Quem se sente amado, desejado e sexualmente satisfeito, dificilmente sente aqueles ciúmes avassaladores, porque está bem e sente-se seguro na sua relação. Mas, se tiver um ataque ciumento, isso não poderá ter na sua base a falta de carinho? E será que a outra pessoa não estará a sentir exatamente a mesma coisa? Uma relação saudável necessita de carinho físico e verbal, de forma contínua, e de ambas as partes. Transforme os ciúmes em gestos de carinho, em palavras positivas e crie mais amor na sua vida a dois.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

7 formas de controlar os ciúmes

Não há relação amorosa no mundo que não tenha sido ou que não será, num momento ou noutro, abalada pelos ciúmes de um dos elementos do casal. Faz parte da natureza humana e parece, quase sempre, mais forte do que nós, porém, não é. Ou seja, controlar os ataques de ciúmes é mais fácil do que imagina e vale a pena o esforço – a bem da sua sanidade mental e a bem do amor entre o casal… caso contrário, pode ser o início do fim de qualquer relação.


1.Aprenda com o passado. Fazemos e reconhecemos os erros do passado para não voltar a cometê-los, nem no presente, nem no futuro, por isso, se o fato de ser ciumento já vem de trás, está na altura de o travar. Se os ciúmes já prejudicaram uma ex-relação, corre o risco disso voltar a acontecer. Será que esses ataques de ciúmes não estarão na base de uma vida amorosa atribulada? Ninguém quer viver uma relação assim, até porque não resolve nada, antes pelo contrário.

2.Evite fazer filmes. Quem é ciumento tem a tendência de deturpar a realidade, ou seja, um pequeno gesto ou palavra é o suficiente para despertar os ciúmes mais loucos o que, por sua vez, desencadeia um verdadeiro “filme” na sua cabeça. É importante não deixar que a sua imaginação fomente os ciúmes de uma coisa que pode nem ser real. As pessoas mais ciumentas precisam de aprender a distinguir a realidade da ficção, simplesmente porque nem tudo o que parece é.

3.Não exagere. Rodado o “filme”, os mais ciumentos têm a tendência de passar para a ação – discussões, acusações, vitimizações, agressões verbais e até físicas podem fazer parte de um ataque de ciúmes. Se deve pensar sempre duas vezes antes de reagir a qualquer provocação, no caso dos ciúmes, pense três. Será que vale realmente a pena?

4.Segunda opinião. Nem todas as pessoas sabem lidar bem com os ciúmes, até porque essa é uma emoção que faz parte da natureza humana. Se é o seu caso e em vez de fazer cenas lamentáveis – e sobre as quais se vai arrepender mais tarde – procure um amigo(a) para desabafar as suas inseguranças e preocupações. É sempre bom ter a opinião de uma pessoa neutra, por isso, convide esse amigo(a) para sair convosco e peça-lhe para observar os vossos comportamentos e dizer da sua justiça: há ou não motivos para ciúmes? Lidou bem ou mal com a situação?


5.Respeito próprio. Quem sofre insistentemente com ciúmes tende a sentir-se com baixa auto-estima e auto-confiança porque ao sentir-se ameaçado com a possível perda do companheiro(a) culpa-se a si e desencadeia uma série de ataques pessoais: ou porque é muito gordo, magro, pouco interessante ou inteligente… Esse tipo de negatividade é uma chama para manter o espírito ciumento a arder, por isso, é necessário respeitar-se e fazer-se respeitar. Alguém que está extremamente seguro de si, não se sentirá ameaçado por o que quer que seja. Faça o que tiver de fazer para sentir-se sempre bem na sua pele.

6.Conversas a dois. A confiança e a comunicação representam o pilar de qualquer relação a dois e quando o primeiro é posto em causa, é preciso recorrer ao segundo, rapidamente. Em vez de fazer uma cena de ciúmes em frente aos amigos ou estragar aquela que estava a ser uma noite perfeita de regresso a casa no carro, respire fundo, analise a situação friamente e só depois (talvez até não seja má ideia dormir sobre o assunto) é que deve conversar com o seu companheiro(a). Sim, conversar e não confrontar ou gritar. Fale abertamente sobre aquilo que o incomodou e de como se sentiu. Certamente perceberá que afinal não foi nada e que não volta a acontecer ou melhor, a incomodá-lo.

7.Dê atenção à relação. Quem estar obcecado em seguir cada passo e palavra do seu parceiro(a) dificilmente terá tempo ou paciência para dedicar à relação em si. Mas afinal o objectivo de estarmos com outra pessoa não é para viver e sentir uma proximidade saudável e apaixonante? Para nos conhecermos cada vez melhor, para nos apoiar-nos e fazer planos para o futuro? Para nos divertirmos? Então porque é que está a perder o seu precioso tempo a dois com ciúmes infundamentados? Se se dedicar tanto ao fortalecimento da relação como dedica aos ciúmes, essa palavra deixará de fazer parte do seu vocabulário.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Psicologia e Cinema

SINOPSE

Separados Pelo Casamento é uma comédia romântica nada convencional que acompanha a viagem bastante engraçada, às vezes dolorosa, de um casal durante o término de uma relação sólida e amorosa. Gary, um guia turístico extrovertido, bonachão, quase uma criança grande, que se envolve com Brooke (Jennifer Aniston), vendedora de uma galeria de arte linda e bem resolvida. Eles permitem que uma briguinha aparentemente pequena fique fora de controle e, de repente, após dois anos juntos, eles têm que optar entre o amor e a perda. Como o ex-casal feliz se recusa a sair do apartamento que compartilharam e decoraram com dedicação, instaura-se nesse cenário uma verdadeira guerra entre eles.


Assunto
Casal, separação, comunicação.


O filme retrata a Dificuldades da vida a dois, mostrando situações que muitos diriam absurdas, mas um olhar mais preciso encontra algo com mais pé na realidade do que poderíamos imaginar. Na verdade, nenhum dos dois queria o fim da relação, eles apenas não conseguiram estabelecer uma comunicação proveitosa e que evitasse tanto desgaste. Separados pelo Casamento mostra um personagem que todo mundo conhece na vida real. Gary é uma pessoa legal e todo mundo gosta de sair com ele, mas a verdade é que ele nunca faz o que não quer. Sempre é motivado pelo que é bom para ele e ignora o que os outros pedem. A coitada da Brooke se sacrificava para o relacionamento dar certo, mas não conseguia perceber a forma que era amada pelo marido. E ao invés de tentar uma conversa, decidiu entrar no jogo da provocação.